Fase 3A — Protocolo Estatístico Formal (v0.1)**Objetivo:**Avaliar rigorosamente se diferentes classes topológicas de grafos produzem assinaturas espectrais estatisticamente distintas no vetor de observáveis: 27/06/26 09:50 manhã
# CÓDEX: Livro de Bordo
## Fase 3A — Protocolo Estatístico Formal (v0.1)
**Objetivo:**
Avaliar rigorosamente se diferentes classes topológicas de grafos produzem assinaturas espectrais estatisticamente distintas no vetor de observáveis:
### Etapa 0 — Fundação: Pré-registro Analítico
Antes de qualquer execução da bateria de simulações, este protocolo, juntamente com a lista exata de grafos a serem comparados, os parâmetros de rede (N e \langle k \rangle) e as premissas estatísticas, é considerado **congelado**. Nenhuma alteração no critério de falsificação poderá ser feita após a observação dos dados.
### Etapa 1 — Ensemble
Para cada classe topológica:
* Gerar réplicas independentes.
* Controlar rigorosamente:
* Número de nós (N).
* Grau médio (\langle k \rangle).
* Utilizar o protocolo de convergência baseado em:
* Algoritmo de Welford para atualização de variância.
* Verificação de estabilidade em lotes.
* Critério de estabilização das médias/variâncias (< 1\%).
### Etapa 2 — Padronização Espacial
Calcular o Z-score para cada métrica i do vetor em relação ao modelo nulo:
Onde ER representa o *ensemble* de Erdős–Rényi gerado com as mesmas restrições macroscópicas (N, \langle k \rangle).
### Etapa 3 — Teste Multivariado Global (Gatekeeper)
* **Hipótese Nula (H_0):** Os centroides multivariados das classes são idênticos no espaço padronizado.
* **Hipótese Alternativa (H_1):** Pelo menos uma classe topológica apresenta uma assinatura espectral multivariada distinta.
* **Procedimento:** PERMANOVA.
* **Métrica de Distância:** Euclidiana sobre os vetores dos Z-scores.
* **Resolução:** 9.999 permutações (p_{\min} \approx 0{,}0001).
* **Nível de Significância Global:** \alpha = 0{,}01.
### Etapa 4 — Verificação de Premissas (Dispersão)
Antes da interpretação do resultado da PERMANOVA:
* Verificar a homogeneidade das dispersões multivariadas entre os grupos (via PERMDISP ou método equivalente).
* Registrar a magnitude e o tamanho do efeito de eventuais divergências de dispersão.
* *Nota cautelar:* Se houver heterogeneidade severa, o resultado da PERMANOVA deverá ser interpretado e documentado explicitamente sob a ótica de diferenças de dispersão, não apenas de localização de centroide.
### Etapa 5 — Decomposição Univariada (Apenas se p < 0{,}01 na Etapa 3)
* Realizar testes univariados independentes para cada componente do vetor (R, IPR, \gamma_{\rm spec}, \tilde{S}_{\rm spec}).
* **Método:** Teste t de Student ou Mann–Whitney U, condicionado à verificação prévia de normalidade e homocedasticidade das distribuições marginais.
### Etapa 6 — Correção para Múltiplos Testes
* **Procedimento:** Correção de Benjamini–Hochberg (BH).
* **Controle da False Discovery Rate (FDR):** q = 0{,}05.
* **Registro Obrigatório:**
* Valores-p nominais (brutos).
* Valores-p ajustados (p_{\text{adj}}).
* Tamanho do efeito (ex: d de Cohen para paramétrico, \delta de Cliff ou \eta^2 para não-paramétrico).
### Etapa 7 — Interpretação e Visualização
Caso sejam detectadas diferenças estatisticamente significativas:
* Identificar quais componentes isolados possuem a maior contribuição (maior tamanho de efeito) para a separação das classes.
* **Regra da PCA:** A Análise de Componentes Principais (PCA) ou métodos de redução de dimensionalidade similares serão utilizados **exclusivamente como ferramentas de visualização exploratória**, jamais como evidência estatística principal de separabilidade.
### 🛑 Critério Final de Falsificação da Hipótese H2
A Hipótese H2 (que a topologia dita a assinatura espectral de forma previsível) **somente** será considerada provisoriamente corroborada (não falsificada) se **todas** as condições a seguir forem satisfeitas simultaneamente:
1. A PERMANOVA global resultar em **p < 0{,}01** (calculado via 9.999 permutações).
2. A premissa de homogeneidade das dispersões (PERMDISP) for aceita ou, caso violada, as diferenças forem devidamente mapeadas e caracterizadas como secundárias à diferença de localização do centroide.
3. Pelo menos um dos componentes univariados permanecer estatisticamente significativo após a correção de **Benjamini–Hochberg (q=0{,}05)**.
4. O tamanho do efeito para as métricas significativas for relatado, demonstrando impacto prático, evitando conclusões baseadas unicamente na significância do valor-p.
5. O padrão de diferenciação espectral for reproduzido de maneira consistente em execuções independentes da bateria computacional.
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